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noite em claro

poucas coisas me satisfazem mais do que uma noite de sono completa, bem dormida. mas há certas respostas que só a calma agoniante de uma noite de insônia podem trazer.

ontem à noite eu saí andando ao acaso, e encontrei, no último lugar onde pensaria em procurar, um velho sábio com todas as respostas que eu precisava. ouvi todas com atenção, sem a correria do dia-a-dia pra me atrapalhar, depois fiquei em silêncio digerindo uma a uma.

e se antes as dúvidas tiravam meu sono, as certezas agora me inquietarão dias inteiros a fio.

queria alguém pra me acompanhar por todas essas vidas que vivo,

mas sinto que toda vez que preciso de alguém,

tenho que me desenrolar numa nova faceta,

sendo feliz por um tempo, até a realidade voltar.

 

quando volta, estou cansado, desgastado,

e ainda tenho que encontrar novas forças

pra continuar buscando, porque é disso

que eu sou feito.

 

será que é assim com todo mundo?

será que a culpa é minha?

 

alguém arranque fora a parte humana que me resta,

que eu não quero mais sofrer.

Reflections (2009)

Fuçando no meu deviantart de 3 anos atrás (que só teve umas poucas publicações) acabei encontrando esse texto, e deu vontade de repostar, porque é bem o estilo do que eu tenho escrito por aqui, e me trouxe uma certa nostalgia. A foto também é de lá, da mesma época.

Sometimes I feel strange. The humanity is complicated. Life is so simple… I don’t know why we can’t just “live it”.
People need to kill, to die, to fight, to be obscene, to be depressive. Let’s live, while we can.
Try to love, we need to seek for the real love. The primitive sensation of happiness.

sobre o carnaval

apesar de tudo, esses dias de carnaval deixarão saudades.

pela falta da vaidade, pelos anéis de fumaça inconstantes, despreocupados.

por poder aproveitar o sol da manhã daqui da minha varanda,
com meus pensamentos, meus óculos escuros e minhas músicas.

por lembrar como é desfilar no bloco do eu sozinho,

e por saber que o melhor ainda está por chegar.

.

eu gosto de ver as fotos da alegria alheia,

observar de longe, com um sorriso no rosto,

e saber que está tudo certo.

fim da festa

é estranho, mas eu gosto do fim da festa.

.

é no fim que eu me sinto acolhido, quando só resta aquela rodinha dos melhores amigos, sem gravata, colarinhos frouxos, vestidos desabotoados, penteados desfeitos, sapatos empilhados. ouvindo baixinho aquela música mais casual, criando coragem pra limpar a bagunça, aproveitando os goles finais das garrafas, a cerveja já meio quente, compartilhando os últimos cigarros, rindo do que aconteceu, vendo o dia amanhecer.

.

sem sorrisos falsos, sem protocolos, sem mascaras de maquiagem. é isso que vale a pena.

erros alheios

não vale a pena fechar os olhos pro mundo, fingir que as coisas não estão acontecendo ao seu redor. você continuará a sofrer as consequências dos erros alheios, sabendo ou não o motivo.

o mundo é podre, as pessoas estão sempre cometendo erros. e isso nunca vai mudar.

melhor é estar sempre atento, saber o que está acontecendo, divertir-se com os erros alheios, ter a chance de impedir alguém de cometer um erro que vai prejudicar injustamente outras pessoas.

na pior das hipóteses, é sempre bom saber de que lado você será atingido.

teorias

nada é coincidência, amor. todas as teorias fazem mais sentido

se vistas ao contrário.
.
prometo que um dia ainda vou te pegar pela mão,

e te abraçar forte do pôr-do-sol até o amanhecer,

para que decidamos, juntos, qual dos dois é o mais bonito.

.
não quero mais essa vida de solidão pra mim.

não aguento mais essa solidão acompanhada.

esse é o limite do meu silêncio.

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