alforria, recomeço.

eu perdi. odeio perder, e embora tenha sido chato admitir, pior ainda foi a tortura de não entender o motivo.

passou-se o tempo e a dor sumiu quase que completamente, tornou-se só um pensamento incômodo que vez por outra tomava minha mente. mas continuou difícil de seguir em frente, porque de sequelas sobraram a descrença no amor, a falta de disposição, o medo de me machucar, e a mania de mecanizar as atitudes e quantificar os meus sentimentos e os dos outros.

mas hoje meu grito de liberdade finalmente foi dado. me sinto leve, pois as peças do quebra-cabeça se encaixaram, e eu pude ter certeza de que essa vitória estava fora do meu alcance, fora das minhas possibilidades, e que qualquer coisa que eu conseguisse, por maior e mais bonita que fosse, seria temporária.

enfim vejo novamente a luz do sol. tenho em mãos a minha carta de alforria, e a certeza de que posso seguir em frente, sem nunca mais deixar a dúvida me consumir.

cansei das minhas férias, é hora do recomeço.

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Um pensamento sobre “alforria, recomeço.

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