“se cuida”

“tchau, se cuida”.

há quem diga que quem se despede de alguém assim, na verdade quer dizer “deixa eu cuidar de você”.

mas eu acho que as pessoas dizem isso umas às outras porque, lá no subconsciente, todo mundo nasce sabendo que uma hora ou outra vai machucar quem gosta.

um amor, uma amizade, pode até te fazer feliz na maioria do tempo, mas vão existir sempre aqueles momentos em que você vai estar só.

então se cuida. se cuida mesmo.

porque uma hora você vai perceber que é um erro deixar alguém cuidar de você.

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eu prometi a mim mesmo que não ia mais chorar.

eu prometi a mim mesmo que não ia mais chorar, mas ele sempre consegue.

ele mesmo,

 

o amor.

 

certa vez me disseram pra tirar essa frase da cabeça, essa coisa de ‘amor só rima com dor’.

mas agora mais do que nunca eu acho que já nasci com ela tatuada no coração.

 

fazer o que se a vida que eu escolhi pra mim, sem querer, desde cedo

nunca vai me deixar merecer ninguém ao meu lado?

 

não sei mais o que sentir.

não quero mais sentir nada.

 

por quanto tempo será que isso vai doer?

 

arde só de respirar,

pensar em quantos

 

segundos

 

vai demorar

até ela me

 

esquecer…

noite em claro

poucas coisas me satisfazem mais do que uma noite de sono completa, bem dormida. mas há certas respostas que só a calma agoniante de uma noite de insônia podem trazer.

ontem à noite eu saí andando ao acaso, e encontrei, no último lugar onde pensaria em procurar, um velho sábio com todas as respostas que eu precisava. ouvi todas com atenção, sem a correria do dia-a-dia pra me atrapalhar, depois fiquei em silêncio digerindo uma a uma.

e se antes as dúvidas tiravam meu sono, as certezas agora me inquietarão dias inteiros a fio.

por todas essas vidas que vivo

queria alguém pra me acompanhar por todas essas vidas que vivo,

mas sinto que toda vez que preciso de alguém,

tenho que me desenrolar numa nova faceta,

sendo feliz por um tempo, até a realidade voltar.

 

quando volta, estou cansado, desgastado,

e ainda tenho que encontrar novas forças

pra continuar buscando, porque é disso

que eu sou feito.

 

será que é assim com todo mundo?

será que a culpa é minha?

 

alguém arranque fora a parte humana que me resta,

que eu não quero mais sofrer.

Reflections (2009)

Fuçando no meu deviantart de 3 anos atrás (que só teve umas poucas publicações) acabei encontrando esse texto, e deu vontade de repostar, porque é bem o estilo do que eu tenho escrito por aqui, e me trouxe uma certa nostalgia. A foto também é de lá, da mesma época.

Sometimes I feel strange. The humanity is complicated. Life is so simple… I don’t know why we can’t just “live it”.
People need to kill, to die, to fight, to be obscene, to be depressive. Let’s live, while we can.
Try to love, we need to seek for the real love. The primitive sensation of happiness.

sobre o carnaval

apesar de tudo, esses dias de carnaval deixarão saudades.

pela falta da vaidade, pelos anéis de fumaça inconstantes, despreocupados.

por poder aproveitar o sol da manhã daqui da minha varanda,
com meus pensamentos, meus óculos escuros e minhas músicas.

por lembrar como é desfilar no bloco do eu sozinho,

e por saber que o melhor ainda está por chegar.

.

eu gosto de ver as fotos da alegria alheia,

observar de longe, com um sorriso no rosto,

e saber que está tudo certo.

fim da festa

é estranho, mas eu gosto do fim da festa.

.

é no fim que eu me sinto acolhido, quando só resta aquela rodinha dos melhores amigos, sem gravata, colarinhos frouxos, vestidos desabotoados, penteados desfeitos, sapatos empilhados. ouvindo baixinho aquela música mais casual, criando coragem pra limpar a bagunça, aproveitando os goles finais das garrafas, a cerveja já meio quente, compartilhando os últimos cigarros, rindo do que aconteceu, vendo o dia amanhecer.

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sem sorrisos falsos, sem protocolos, sem mascaras de maquiagem. é isso que vale a pena.